Flamengo é o Carluxo do futebol brasileiro

Maurício Targino
2 min readJul 4, 2020

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Carlos Bolsonaro, o Carluxo, elegeu-se vereador do Rio de Janeiro pela primeira vez em 2000. Sua candidatura, na flor de seus 18 anos incompletos, foi uma vingança de seu pai, Jair Bolsonaro, contra sua ex-esposa, Rogéria, eleita para a Câmara Municipal nas duas eleições anteriores, “à sombra” do marido famoso.

O matricídio eleitoral teve requintes de crueldade na contagem final dos votos. Carluxo arrastou 16.053, mais que o triplo dos 5.109 recebidos pela mãe. Foi eleito em todos os pleitos municipais seguintes e Rogéria morreu para a política.

Em 2020, Carlos Bolsonaro é pioneiro no cargo de vereador federal: é lotado na câmara municipal do Rio, mas vive em Brasília. Torce para o Botafogo, mas nenhum clube do futebol brasileiro é mais Carluxo hoje do que o Flamengo.

Na disputa com a Rede Globo por direitos de transmissão, a diretoria do atual campeão carioca, brasileiro e sul-americano repete o Carluxo de 2020: se junta a Jair Bolsonaro para ferrar a mãe.

O “time mais popular do Brasil” cerrou fileiras com o Fascismo tupiniquim em nome de… mais poder. Foi de encontro a quem teve um papel fundamental na consolidação da narrativa de que o Flamengo é o “time nacional”. A Globo sempre foi como uma mãe para o Mengão.

Diferente do bobalhão de 17 anos que era o Carluxo em 2000 (e ainda o é hoje, com umas doses a mais de paranoia e, ao que parece, outros problemas psiquiátricos), o Flamengo de 2020 não é filho de Jair Bolsonaro e se aliou por escolha própria.

E se as semelhanças apresentadas não são suficientes, o Flamengo ainda conta com o Flabinete do Ódio nas redes sociais. Tal como as milícias virtuais “supostamente” coordenadas por Carluxo.

Uma vez fascista…

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Written by Maurício Targino

Pai de meninos, marido de mulher, limpador de caixa de areia de gatas e datilografista.

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