O otimismo crônico
O otimismo crônico atinge entre 19,87% e 20,08% dos torcedores de futebol, ou seja, um em cada cinco habitantes do planeta saboreiam os prazeres do otimismo crônico.
A conta não considera apostadores compulsivos.
O otimismo crônico faz 20 mil e 35 pessoas se deslocarem até esquina da casa do caralho com o cu do mundo, a Arena Pernambuco.
Bebem, fumam, comem, cantam, pulam, gritam. Otimismo crônico os move.
Alguns fazem mais. Vão e voltam dirigindo e conduzindo passageiros que exageraram na dose. A maior parte na volta, muitos na ida.
O otimismo crônico tem número. 13.
13 minutos do primeiro tempo, gol de Barletta.
O otimismo crônico sabe que tem muito jogo pela frente e tem que fazer mais gols. Não exagera na comemoração porque é o 2x0 que importa.
Uma chance, duas, três. O gol não sai. O otimismo crônico não dá a mínima para isso.
O otimismo crônico reconhece o esforço de quem conquistou a vitória, mas viu o cheque de sabe lá quantos milhões escorrer pelos dedos.
O otimismo crônica sabe que 13 é Galo, sempre um bom palpite no jogo do bicho. Jogue com moderação.
O otimismo crônico diz que quem precisa de dinheiro é SAF. Clube é outra coisa.
O otimismo crônico sabe que o jogo mais importante é sempre o próximo.
O otimismo crônico ri da tua cara e você ri junto. Até quando tudo parece desmoronar.
O otimismo crônico resiste.